domingo, 15 de janeiro de 2017

BCTV DSLR lenses on Micro 4/3 cameras (VI)

Detalhe de frame de vídeo da Lua captado em 4096 x 2160p com lente Canon BCTV. Na metade inferior o mesmo frame após correção de lente, gradação de cor e outros filtros no Photoshop.

Dica para quem vai usar lentes Canon BCTV. Conforme mostrei no post anterior, Fora das aberturas melhores (sweet spot da lente) notadamente em f 1.8 e f 16 existe bastante aberração cromática em determinadas situações. A solução é a correção do trecho do vídeo usando a ferramenta de correção de lentes existente no Photoshop. Ressaltando que não vamos encontrar lentes Fujinon ou Canon BCTV lá.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (V)


Hoje trago a vocês um teste mais sério de qualidade de imagem e nitidez de foco por abertura, da lente BCTV Canon SD B4 2/3" montada em uma câmera Micro 4/3.  São conclusões bastante animadoras e que me convenceram do uso dessa solução alternativa para situaçÕes onde são necessárias diversas distâncias focais, zoom motorizado, rapidez e praticidade na execução da captação. Notadamente o uso de uma DSLR em formato de ENG para telejornalismo ou documentário jornalístico em situações extremas. Todos sabemos que as cameras estilo ENG sempre foram imbatíveis nesse campo. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (V)


Teste de nitidez com a lente Canon BCTV B4 2/3 em abertura máxima (f1/8) e distância foca no modo grande angular máximo (DF=18mm), onde tem sido relatado por outros testadores imagens com característica soft (como a lente Helios 55 mecânica muito usada em vídeos por essa característica). O retângulo amarelo ao centro corresponde ao campo de visão com a lente em tele máxima (DF=342mm).

sábado, 7 de janeiro de 2017

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 5)

O desajeitado e gigantesco acessório DMW-YAGH, já descontinuado, acrescentava algumas funcionalidades e diversas saídas e entradas ao corpo da GH4, embora ao custo de quase ser maior que a câmera.
Fonte: https://www.bhphotovideo.com/images/images2500x2500/panasonic_lumix_dmc_gh4_mirrorless_micro_1028548.jpg

Para o lançamento da GH5 a PANASONIC reservou algumas surpresas. Existem ainda os gadgets opcionais , mas eles estão mais baratos e destinados ao que um acessório precisa ser: facilitador da vida do cinegrafista. O áudio ganhou um adaptador dedicado com entradas e controles profissionais, conectores XLR e controles de ganho.  Funciona acoplado a sapata do flash. Na parte superior deste é oferecida uma sapata de flash adicional. Outro assessório, que já era oferecido para a GH4 e GH3,  é o tradicional grip com capacidade para duas baterias. Estando os dois acoplados na câmera, seu peso e volume são menores que o tijolão anterior. O preço também ficou bem mais leve. Cerca de US$ 350 para o adaptador de áudio e US$ 280 pelo grip de baterias.

Em se tratando de funcionalidades, a GH5 conta agora - e pela primeira vez em uma DSLR - com captação de vídeo

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 4)

Reprodução da página Personal View do programador russo Vitaly Kiselev, que em 2008 descobriu que podia hackear o firmware de algumas câmeras Panasonic Lumix. (disponível em http://www.personal-view.com/news/)

Diga-se de passagem que a melhor tecnologia embarcada sempre foi a usada nas câmeras da PANASONIC. E ela fez algo surpreendente em termos de mercado.  Ignorou os pedidos constantes de seus clientes e não lançou produtos com sensor FULL FRAME. Vieram a GH2, GH3, GH4 e agora a GH5 que vai causar tremores na concorrência. Manteve o foco no mercado de fotografia amadora e no caso das câmeras profissionais, apostou no sistema MICRO 4/3. A jogada deu resultados. Diversos profissionais de cinema baixo custo, cinegrafistas de eventos sociais e documentaristas passaram a preferir as robustas e portáteis câmeras da série GH para suas produções.

A própria PANASONIC vem há anos acompanhando, sem nunca se manifestar oficialmente, contra ou a favor,

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 3)


Olympus E-1, lançada em i2003, no formato Quatro Terços, foi a primeira DSLR desenvolvida do zero para fotografia digital. Créditos da imagem: By Oswald Engelhardt - Fotografiert im Februar 2006, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6498615

Todo mundo dentro do ônibus? Posso partir? Faltou alguém? Pera! A PANASONIC ainda está terminando o lanche! E o melhor ficou para o final. A tão esperada GH5! O que é aquilo? Não conseguirei dormir até março para ver o lançamento na NAB. A PANASONIC também parece andar meio em círculos. Faz equipamentos broadcast, camcorders que incomodam a Sony e tem uma imagem com temperatura de cor fantástica desde as antigas DVX100. Não é à toa que rodaram vários longas com ela antes das Canon e demais novidades. A marca tem câmeras de estúdio, switchers baratos e confiáveis. Câmeras compactas para todos os sabores, cores e bolsos. Mas nunca quis saber do mercado DSLR Full Frame. Acertou em cheio!

Lançou junto com a Olympus em 2008 o formato MICRO 4/3 na esteira do fracasso

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 2)

fonte: http://www.panasonic.com/global/consumer/lumix/lumix-gh5.html

No seguimento de cinema para gente grande a ARRI continua no Olimpo. Seguida de perto pela PANAVISION e pela RED. De uns anos para cá diversificou sua linha de câmeras com o DNA de cinema de película e inovou lançando modelos mais compactos e de custo mais baixo, atraindo que sonha com os modelos top. Se eu fosse fazer documentário para a National Geographic ou cinema com muita grana no bolso iria com uma ARRI ALEXA 65 e um jogo pornograficamente caro de lentes da mesma marca. Nada como a sensação de estar sentado no meio da savana sobre uma maleta com um milhão de dólares em lentes e câmera. Brincadeiras à parte, elas são o que há de melhor ha quase 100 anos.

Bom... quem sobrou? Ah sim! A nova vizinha do quarteirão.

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 1)

fonte: http://www.panasonic.com/global/consumer/lumix/lumix-gh5.html

Mais que um grande lançamento, a estreia da Panasonic GH5 no mercado de vídeo provavelmente será um divisor de águas e a consolidação em nichos de mercado dos grandes fabricantes. A Canon parece não ter mais pretensões de investir em DSLR capazes de grandes revoluções na área de captação de vídeo. Apesar de ter dado o pontapé inicial com a icônica 5DMKII em 2008, abrindo um novo mundo na área de captação de vídeo a baixo custo e excelente qualidade, ela não quer matar sua linha de câmeras avançadas para cinema e produções de vídeo especializadas. Pelo contrário: os últimos lançamentos da marca no formato DSLR estão priorizando a fotografia e os fotógrafos. Decisão acertada.

A marca tenta há anos entrar no mercado de camcorders para

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (IV)


Teste informal de funcionamento do sistema de zoom servo controlado através de bateria portátil 12V CC @ 2000 mA. Imagens sem gradação de cor ou efeitos de pós. 

[Anterior] . [Próximo]

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (III)

Lente Canon BCTV com câmera Panasonic Lumix GF3 Micro 4/3 montada via adaptador.

A trapizonga tá quase pronta! Hoje montei a lente no rod onde ela vai permanecer. É ele que suporta a lente e a lente suporta a câmera. Para quem aguentava o peso de um corpo de Betacam segurar uma Lumix GF3 é moleza!. A caixa preta atrás da câmera é a bateria de 12 V CC que fornece energia para o servo da lente. É uma bateria dessas de carregar celular só que tem além da saída USB 5V 2.0A outra de 12V 5A. funcionou muito bem e é leve. Pesa apenas 260 gramas. E é carregada com cabo USB ligado no carregador do celular ou mesmo no notebook. Agora só falta o apoio de ombro que vai em baixo da bateria e um visor ocular. Com a câmera no ombro fica difícil olhar no LCD. Mesmo câmeras com LCD móvel com a GH4 não permitem boa visão ja que o LCD fica quase na ponta do nariz do câmera.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (II)

Adaptador adaptado... Anel de suporte para lentes longas Canon modificado para prender o tubo B4 2/3"-Micro 4/3
Continuando o processo de adaptar lentes padrão BCTV usadas em câmeras Sony Betacam SP ou HD para monta-las em corpos DSLR no padrão Micro Quatro Terços ou APS-C. Esses adaptadores não são fáceis de encontrar aqui no Brasil. No ML há muito pouca oferta. E sem concorrência os preços estão altos. Existem modelos com e sem sapata. E as montagens podem ser para flanges Micro 4/3, Sony E-mount ou Canon EF. Esses dois últimos, menos comuns são mais difíceis de achar. Importante ressaltar que essas lentes não devem ser usadas sem o suporte para tripé.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Lentes BCTV em câmeras DSLR Micro 4/3 (I)

Lente Broadcast Canon YJ19x9B4 SX12 montada em câmera Panasonic Micro 4/3 GF3

Um dos maiores desafios para quem usa DSLR para filmagens são as cenas que exigem captação com zoom in-out suaves. Além dos diversos planos que requerem carregar na bolsa diversas lentes, de grandes angulares a teles moderadas ou longas. As lentes zoom são excelentes mas nenhuma tem mecanismo de servo para serem controladas por lever button. Não que não existam. A Canon e a Sony tem modelos assim, mas o custo é proibitivos a maioria dos profissionais.
A solução: vários profissionais autônomos e pequenas produtoras mundo ã fora, descobriram e tem experimentado com sucesso o reaproveitamento de velhas lentes SD e mesmo HD que equipavam equipamentos Betacam que viraram sucata com a chegada da TV digital. Essas lentes eram encontradas por cerca de US$ 200 no Ebay e aqui no Mercado Livre. Mas as boas notícias se espalham rápido e os preços estão subindo muito. E na média, se consegue comprar lentes Canon e Fujinon Broadcast com montagem B4 (2/3) e servo zoom na casa dos US$ 800-1000 em bom estado. E esse valor é muito menor que as lentes dedicadas atuais. Mas nem tudo são flores. É preciso acha-las em bom estado, sem problemas na ótica e com a parte eletrônica do servo zoom funcionando.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Agora estamos também no Facebook!


Prezados seguidores desse blog, há muito tempo não tenho o prazer de interagir com vocês! Mudanças e outras responsabilidades me impediram de continuar o trabalho por aqui. Mas estou retornando! E com novidades! 

Nosso blog tem agora um grupo de discussões também no Facebook. La as coisas serão um pouco diferentes. O grupo é fechado e é necessário solicitar inclusão no grupo. As regras estão postadas logo no início. Além de membros participantes, teremos também outros que serão moderadores do grupo e administradores, O objetivo principal é a troca de conhecimentos entre nós. Cada participante poderá tirar dúvidas que serão respondidas por outros participantes ou por mim mesmo. Mas terão também o  compromisso de publicar dicas, informações dentro do foco do grupo, além de matérias enfocando a experiência profissional de cada um. Espero vocês por lá. 

Então pedirei a vocês que postem comentários e dúvidas sobre os assuntos aqui do blog e outros, lá no Facebook. Além de receberem respostas mais rápidas, pois não serei apenas eu dedicado a responder a todos, cada membro ativo da página dará a você uma opinião complementar. Aqui no blog vou continuar a responder. Mas somente a perguntas que tenham a ver com os posts publicados. Assim terei mais tempo de pesquisar e encontrar novidades para todos vocês! 


Grande abraço a todos!

Marcelo Ruiz

sexta-feira, 14 de março de 2014

Premiere Pro CC: quatro vezes mais rápido com duas placas gráficas.



Finalmente depois de quase um ano sem postar vídeos, consegui filmar um rápido e simples teste comparando o Adobe Premiere CS6 com a nova versão CC (Cloud Computing). A grande novidade da versão atual é a possibilidade de trabalhar com mais de uma GPU (placa gráfica). Até a versão CS6 o programa só reconhecia e utilizava uma GPU para acelerar a visualização em tempo real e partes do render para exportação. O novo Premiere CC agora utiliza todos os recursos de todas as GPU's compatíveis que estiverem instaladas na estação de trabalho para acelerar o render de exportação. Agora o processo é feito na maior parte do tempo pela GPU e mais efeitos tem aceleração de render pela placa gráfica. Outra novidade é que o Adobe Media Encoder também se beneficia da aceleração do Mercury Playback Engine para a exportação de vídeo. Fiquei impressionado com a velocidade da nova versão em relação à antiga. em um primeiro teste simplificado, exportando um minuto de vídeo AVCH de uma câmera Canon 5DMKIII sem efeitos, o Premiere CC levou apenas onze segundos! Já o Premiere CS6 precisou de quarenta e sete segundos. Ou seja: a nova versão foi quase cinco vezes mais rápida! 

Para o teste, foi utilizada a nova workstation Thunderbird Pro com duas placas gráficas: Uma GTX 680 com 3 GB de RAM DDR5 e uma Quadro K4000 com a mesma capacidade de memória. No total, são mais de três mil núcleos CUDA de processamento que fazem um belo trabalho. Rodei o mesmo projeto que vemos no vídeo em meu notebook Samsung com processador i7 de terceira geração, 16 GB de RAM e dois discos SSD de 250 GB usando o CS6 e a placa gráfica HD4000 embutida no processador e o tempo de render foi de dois minutos e dez segundos. Por analogia, se o vídeo de teste tivesse 60 minutos de duração, teríamos os seguintes tempos de exportação do formato H.264 HD 1920 x 1080 30P para o formato MXF op1a IMX 50 Mbps 60i:
  • Notebook Samsung Series 5 Intel i7 = 121 minutos
  • Thunderbird III PRO com Premiere CS6 = 47 minutos
  • Tunderbird III PRO com Premiere CC e 2 GPU = 11 minutos
Ou seja, apesar da polêmica forma de comercialização, via pagamento de assinatura mensal, sem a compra definitiva, o Premiere Pro CC vale cada centavo da mensalidade paga. Poder exportar um vídeo (simples) de com duas horas de duração em HD para SD em 22 minutos é uma grande economia de tempo, de máquina, de luz e demais recursos da produtora. Espero que tenham gostado e em breve outros testes virão. Visitem a pagina das Workstations Thunderbird III aqui no blog para conferir mais detalhes das novas configurações.

Grande abraço!

Marcelo Ruiz

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Porque hoje é sexta! Depois não digam que só eu faço piada com a "lixeirinha"...

Foto publicada pelo blogueiro e diretor de fotografia Philip Bloom no Instagram  (http://instagram.com/p/kXnf6OKKnR/)

Acho que eu fui um dos primeiros a brincar com o novo design do MacPro da Apple, chamando de "lixeirinha do Steeve" a nova CPU. Inclusive recebi comentários zangados de leitores, que evidentemente como eu, simpatizam com a marca da maçã. Agora foi a vez do renomado e respeitável Philip Bloom, que escreve um ótimo blog sobre cinema e televisão. Evidentemente trata-se de uma brincadeira dele. Na foto publicada na sua conta do Instagram, ele colocou a frase: "O que é isso? Eu voltei para o hotel e a camareira tinha feito isso com meu amado MacPro! :( ".

Provavelmente foi mesmo uma brincadeira do blogueiro, pois para colocar o saco de lixo a camareira teria que tirar a cobertura superior do gabinete, o que dificilmente ela faria. Como ele é inglês, a foto deve ser mais um exemplo do humor britânico, do que fato real. Mas o que importa é que trata-se de uma brincadeira. Todos nós respeitamos a Apple e seu criador. Afinal, eles produzem sempre inovações que vão além do senso comum. Brincar não significa sempre querer denegrir ou atacar algo ou alguém. 

Grande abraço!

Marcelo Ruiz