04/10/2017

Por que continuaremos a pagar caro por equipamentos no Brasil...

Exemplo de equipamento auxiliar para produção audiovisual que não existem fabricados no Brasil. 

Querem saber? Acho que nunca poderemos deixar de depender da exploração, por empresas estrangeiras, para comprarmos os equipamentos que precisamos para desenvolver nossas atividades profissionais aqui no Brasil. Passarão os anos e continuaremos a ter que viajar para o Paraguay ou para o exterior para comprar produtos, que na maioria não terão garantia ou assistência técnica no país. E continuaremos pagando bem caro, por conta da diferença de valor de nossa moeda frente ao dólar. Fora os impostos ou frete se quisermos fazer tudo legalmente. 

EVF 3,5" montado, testado e funcionando!

Eletronic View Finder(EVF) protótipo versão final montado em sistema com lentes BCTV e câmera Panasonic GH2 testado e aprovado!. Foto: Marcelo Ruiz/Blog Olhartecnológico. 

Finalmente consegui comprar uma Pana GH2 usada em ótimo estado para terminar os testes com a lente BCTV. Antes estava usando uma GF5 que não tinha saída de vídeo HDMI em Live View... O sinal de vídeo só saia na HDMI no modo de visualização de imagens. Agora pude testar inclusive o viewfinder eletrônico. Mesmo não tendo uma resolução igual ao LCD da câmera permite um foco preciso. Para uso em externas com luz solar forte funciona melhor que usar um Monitor de 7 polegadas que também não dá boa visão com luz direta em cima. A ocular levanta e ele pode ser usado como um monitor normal. Na foto ele parece maior do que o LCD da câmera por conta da perspectiva, mas tem o mesmo tamanho de tela de 3 polegadas.

15/09/2017

Por que patinhos feios são importantes...


Ainda sobre o patinho feio... Um a reflexão sobre a precariedade e os problemas dos videomakers no Brasil.


Gostaria de agradecer a comunidade do Videomaker Brasil noFacebook a recepção e os comentários sobre minha Frankiecamera! Foi bem positivo ver as reações de cada um. Críticas positivas, negativas ou neutras, são sempre bem vindas. Mostram que algo que estamos fazendo ou propondo é diferente, inovador ou disruptivo o bastante para motivar de alguma forma, as pessoas a saírem do quadrado. Dias passados, um post meu, foi apagado pelos administradores por motivo de muita polêmica. Como eu disse, acho a polêmica positiva. Mas infelizmente li comentários de gente que tentava me ofender, com piadinhas sem graça ou comentários preconceituosos. Aproveito então a repercussão desse meu trabalho com a Frankiecamera para explicar (ou tentar) aos que não entenderam minha posição em relação ao assunto polêmico das compras de produtos importados por - digamos assim pra não causar outra avalanche de críticas – “meios tortos ou alternativos”, a razão da minha critica e resistência em usar tais métodos.

13/09/2017

Venice? Very nice? Ou sonho para poucos no Brasil?

Na foto: Quatro unidades da nova Sony CineAlta Venice com várias opções de montagem de lentes. Fonte: http://pro.sony.com/bbsc/ssr/show-highend/resource.solutions.bbsccms-assets-show-highend-Venice.shtml
A Sony Broadcast anunciou essa semana a nova câmera da linha CineAlta, mais voltada para cinema e produção de comerciais e documentários hi-end. Integrará a linha onde já existem os modelo PMWF5 e F55. Segundo a fabricante, os acessórios dessas duas anteriores servirão na nova Venice. O preço público anunciado ficará em torno de US$ 35.000,00. Sendo que agora no lançamento a Venice ainda não capta em 6K. A Sony é bastante curiosa nesses lançamentos. Pois todo o marketing é voltado para a nova "experiencia em captar vídeo de alta definição, sem compactação em 6K, porém, o Firmware que "destravará" essa funcionalidade só estará disponível gratuitamente em setembro de 2018.

04/09/2017

Por que um adaptador/distribuidor de energia é útil?

LFBD-055: Bateria/Adaptador AC/Distribuidor conjugados em formato compacto e leve. Foto: Marcelo Ruiz





Mini-adaptador para alimentação. Bateria de 56W incorporada. Entrada para bateria auxiliar externa, entrada para adaptador AC externo, saídas reguladas e estabilizadas com 5, 8,4 e 9VCC mais uma saída direta de 12,6V 4A. Peso 360 gramas. Dimensões: 12 x 8 x 6 cm. 
Esse adaptador pode alimentar uma câmera DSLR, mais um monitor de vídeo, mais um gravador ou adaptador de áudio e um iluminador de LED pequeno por aproximadamente 2 horas. Quando ligado à energia elétrica através de transformador 110/220V para 12V a comutação entre bateria/AC é feita por chave sem desligar os equipamentos ao passar de uma fonte a outra.

Para alguns tipos de câmeras e trabalhos, é necessário agregar no mesmo setup diversos componentes, que assim como a própria câmera ou filmadora, necessitam de energia em voltagens específicas e com conexões variáveis. Monitores portáteis de vídeo ou visores tipo EVF ativos, luzes auxiliares de Led e gravadores/adaptadores de áudio são os mais comuns. Há ainda lentes, tablets, celulares e equipamentos de transmissão em tempo real que podem ser agregados ao conjunto.

12/08/2017

Fazer artístico e saber tecnológico devem andar juntos!



"Techne" é um termo derivado etmologicamente da palvra greaga τέχνη (grego antigo: [tékʰnɛː], Grego moderno: [ˈtexni]), que é genericamente traduzido como artesanato, trabalho artesanal ou arte. Embora o pesquisador Larry Shiner, no seu livro “A invenção da Arte” argumente que techne não possa ser simplesmente traduzida como arte e nem como produto artesanal, porque a arte da técnica e o produto dessa tecnologia são socialmente construídos de acordo com o período da história humana onde são inventados. Para os gregos da antiguidade, a palavra significava todas as artes construtivas de objetos, bem como a medicina e a música.  

Então levando essa definição para nossa atividade audiovisual, a arte de fazer cinema e vídeo deve passar pelo caminho da inspiração genuína da expressão artística da vontade do intelecto,

03/08/2017

Desmistificando o ISO: viva a escuridão!

Descrição da imagem: Pintura de Caravaggio - Ceia em Emaús (1606) Óleo sobre tela, Pinacoteca de Brera, Milão, Itália.

Estamos vivendo a era do ISO na fotografia digital. Os fabricantes de câmera competindo por compradores, lançam modelos com capacidade de latitude (ISO) cada vez mais altos. em seu túmulo, o grande pintor barroco italiano Michelangelo Merisi Caravaggio (1571-1610), deve estar dando gargalhadas, irreverente e revolucionário que era, vendo a briga e a confusão em torno do tal ISO.  Os fabricantes, na disputa pelo restrito e acirrado mercado das câmeras e filmadoras digitais, lançam 
modelos onde já anunciam sensibilidade ISO de mais de 100.000! Logo ele, que em seus quadros brincava com a luz, desafiando-a com grandes áreas de escuridão em suas telas. 

Mas há nessa briga fabricantes não tão escrupulosos, que se aproveitam da interpretação e lacunas das normas técnicas que regulam o assunto, para tentar ganhar mercado e consumidores felizes.

25/07/2017

Quando o fator de corte (crop factor) de maneira correta e completa!

 Créditos da imagem: Nikhil Gangavane / Alamy Stock Photo

Nos últimos três artigos eu  falei dos mitos existentes sobre o fator de corte (Crop Factor) e os sensores pequenos como o APS-C e o Micro 4/3 que você pode ler clicando aqui, aqui e aqui.

Então vamos finalizar (por enquanto) esse assunto, tratando da maneira certa, de como fazer corretamente a conversão de parâmetros das lentes Full Frame, quando usadas em sensores menores. No final desse post, vou falar também por que não gosto de usar os adaptadores com lentes integradas (speed boosters) para adaptar as lentes formato 35mm nas câmeras Micro 4/3 que se trata de outra polêmica entre fotógrafos e tem suas vantagens e desvantagens.

18/07/2017

Sensores menores, imagens melhores?

Na foto: Câmera Panasonic Lumix GH4 com lente Zeiss Planar 85mm usada com adaptador. Crédito da imagem: https://suggestionofmotion.com/blog/metabones-canon-ef-speed-booster-review-7-days/

No post anterior mostrei a diferença entre a aproximação real de uma lente com determinada distância focal (no caso uma 85mm) e o preenchimento do quadro da imagem (sensor) quando essa lente é trocada de câmera. O que parece ser um maior poder de aproximação de uma lente Full Frame, quando montada em uma câmera com sensor menor, nada mais é que o enquadramento de parte do círculo de imagem da lente, sobre uma área menor de captura.  Usei como exemplo uma lente 85mm f/1.4, apropriada para sensores 35mm, montada em uma câmera 35mm e montada em uma câmera com sensor Micro 4/3.

16/07/2017

Tamanhos de sensores e fator de corte: mais um mito...

Na foto: comparação de uma lente Full Frame EF Canon com outra de mesma distancia focal EF-S. Fonte: http://blogdozack.com.br/index.php/portfolio/canon-ef-s-55-250mm-f4-5-6-stm/

No post anterior (Desmistificando a briga por Megapixels! Quantidade não é documento!) tratamos da influência da quantidade de megapixels em qualquer câmera, na qualidade da imagem. Agora vamos falar de outro assunto polêmico e também mal compreendido: os tamanhos dos sensores e o fator de corte (crop factor). Talvez seja interessante, dependendo do seu  grau de conhecimento sobre o assunto, que você leia antes o outro post, para entender melhor o que vamos explicar aqui.

09/07/2017

Desmistificando a briga por Megapixels! Quantidade não é documento!

Na montagem, foto do extinto celular Nokia Pure View 808 com câmera de 38MP de 2011 e a lendária Leica M com 16MP. Fonte das fotos: Google.

Os fabricantes de câmeras, filmadoras e celulares, na briga para ganhar mercado, tomaram como prática (nem sempre ética), falar da qualidade das imagens produzidas por seus equipamentos em termos de Megapixels ou tamanho de seus sensores. Brincando um pouco, parecem meninos da vizinhança apostando pra ver quem tem o maior pinto ou faz xixi mais longe. Em primeiro lugar, precisamos entender o que é e como funciona um sensor de imagem de uma câmera. Dessa maneira poderemos desmistificar certas idéias a respeito de tamanhos, tipos, qualidade de definição e outras coisas como profundidade de campo. 

27/06/2017

Perfeição demais é chata... literalmente no caso das lentes.

Na montagem, a doutora Nise da Silveira junto a imagens de lentes novas e antigas, um disco de vinil e um tocador de CD. Fonte das imagens: Google. 

” Não se curem além da conta. Gente curada demais é gente chata. Todo mundo tem um pouco de loucura. Vou lhes fazer um pedido: Vivam a imaginação, pois ela é a nossa realidade mais profunda. Felizmente, eu nunca convivi com pessoas ajuizadas”. 
Nise da Silveira ,psiquiatra, 1905-1999


A doutora Nise tinha razão. Assim como as pessoas, as coisas, quando perfeitas demais, se tornam chatas e sem vida própria. Mas para se usar o adjetivo em questão precisamos comparar o que é ou parece chato com um padrão. E esse teria que ser inverso. Então o que é bacana? Pessoas com vida própria e com personalidade vibrante no caso de gente. E nos demais casos? Objetos, coisas, expressões artísticas como a música e a fotografia, por exemplo? O que pode causar nessas coisas inanimadas algum tipo de diferença que as faça saltar aos nossos olhos e ouvidos? Para mim a resposta seria a mesma que para pessoas: personalidade e detalhes. Enfim uma espécie de vida própria, independente mesmo da vontade inicial do seu criador, o artista.

Para falarmos da chatice temos que ter um padrão do que não é chato...

18/06/2017

Melhor áudio... entendendo os sinais...

Cena do filme Sinais de 2002 do diretor  , 2002,  , com Joachim Phoenix. 

O áudio, tanto em cinema e TV quanto na área da música e eventos, é um assunto bastante amplo e complexo. Afinal, ele é a metade, senão  mais, de qualquer experiência sensorial. No caso do audiovisual – e notem que a palavra áudio vem na frente – ele é metade do processo no que diz respeito a entregar bem a mensagem e contribuir com a experiência de fruição do espectador.  Nessa área, exceções à parte, ele é meio negligenciado. Já falei sobre isso em outros posts. A atenção de quem produz vai sempre – e está em parte correto – para a luz e a câmera e suas lentes.  Como não é comum vermos equipes dedicadas a uma e outra parte da captação, temos nos acostumado a delegar ao câmera as funções de iluminação e captação de áudio. Isso é a prática comum em jornalismo de rua, pois a urgência e mobilidade exigem equipes enxutas. Mas essa prática também se estende às demais formas de produção. Principalmente as de baixo orçamento.

17/06/2017

Solução econômica para captação de áudio em DSLR


Continuando a falar sobre adaptadores de áudio, sobre os quais já publiquei vários posts (que vc pode ler clicando aqui e aqui), trago hoje um modelo de baixo custo que acabei de desenvolver. Pode ser uma opção de qualidade e baixo custo, já que os modelos disponíveis são todos importados, difíceis de encontrar e bem caros. 

Nesse primeiro modelo não foi possível, por questões de espaço interno e qualidade dos componentes, ter 2 canais de entrada de microfone. Mas para uso em DSLR o adaptador pode ser ligado à câmera com um cabo em Y com uma entrada P10 para o mic vindo do pré (um condensador que necessite de Phantom Power e regulagem de ganho por exemplo) e um microfone lapela sem fio com a saída regulada em nível de linha no receptor, conectado ao cabo Y por meio de um plug XLR ou p3,5mm, permitindo deixar o ganho de entrada da câmera em nível bem baixo evitando os ruídos internos do próprio preamp da câmera para evitar seu próprio ruído interno.

Além do cuidado na escolha de componentes e do projeto,

13/05/2017

Curiosidade: a história das breadboards...

Na fotomontagem, acima à esquerda, primeiro protótipo de adaptador de áudio para câmeras DSLR que estou desenvolvendo. À direita, amplificador valvulado moderno montado à moda antiga em uma tábua de pão. Abaixo, protoboard moderna de plástico. Fonte: Google/Marcelo Ruiz.

Nesses tempos de computação gráfica, CAD e CAM e simulação de quase tudo usando computadores, é bom relembrar como a eletrônica e também os computadores pessoais se desenvolveram. Já faz mais de um século que essa história começou. Você sabe o que é uma breadboard? Na verdade hoje elas são chamadas de protoboards e que gosta e está familiarizado com eletrônica e informática certamente já ouviu falar do termo e talvez até tenha usado uma.