sábado, 7 de janeiro de 2017

Panasonic Lumix GH5: isso muda tudo! (parte 4)

Reprodução da página Personal View do programador russo Vitaly Kiselev, que em 2008 descobriu que podia hackear o firmware de algumas câmeras Panasonic Lumix. (disponível em http://www.personal-view.com/news/)

Diga-se de passagem que a melhor tecnologia embarcada sempre foi a usada nas câmeras da PANASONIC. E ela fez algo surpreendente em termos de mercado.  Ignorou os pedidos constantes de seus clientes e não lançou produtos com sensor FULL FRAME. Vieram a GH2, GH3, GH4 e agora a GH5 que vai causar tremores na concorrência. Manteve o foco no mercado de fotografia amadora e no caso das câmeras profissionais, apostou no sistema MICRO 4/3. A jogada deu resultados. Diversos profissionais de cinema baixo custo, cinegrafistas de eventos sociais e documentaristas passaram a preferir as robustas e portáteis câmeras da série GH para suas produções.

A própria PANASONIC vem há anos acompanhando, sem nunca se manifestar oficialmente, contra ou a favor,
os experimentos de alguns entusiastas da marca com hardwares hackeados, lentes adaptadas e outras melhorias. Não sem motivo que dizem os experts, que o mercado de câmeras compactas ainda tem muito o que avançar, enquanto o mercado das DSLR de espelho, sensor 35mm e corpo grande tende a estagnar. Com o lançamento da GH5 vemos a PANASONIC incorporar no produto quase tudo que os profissionais usuários da marca pediam todos esses anos. Dessa forma, a gigante japonesa se consolida no nicho de mercado de câmeras compactas, sensor cropado especializadas em vídeo.

Ela não tem e nem terá a pretensão de competir com esses modelos no mercado de fotografia still. Também não almeja competir, mesmo tendo consolidado um modelo de câmera bem adequado, o mercado de equipamentos de alto custo para cinema. Mesmo porque já existe uma espécie de vertente estética e cult de admiradores das características de cor, textura e campo visual proporcionado pelos sensores reduzidos e processadores de imagem da marca. O que faltava às GH1, 2 e 3 a PANASONIC incorporou parcialmente na GH4. Mesmo às custas do uso do questionável acessório, quase maior que a câmera, que permitia certas funcionalidades, como entradas profissionais e controle de áudio, diversas saídas de vídeo sem compressão com sinal limpo de informações do visor e outras funções. Caro e pesado, chegando a custar mais que o corpo, o acessório não teve o sucesso esperado.

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Marcelo Ruiz

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